Sou tantas que mal consigo me distinguir
Sou tantas que me perco
Tantas que às vezes nem me reconheço
É uma pluralidade singular
Ambiguidade que não sei mais controlar
É uma vida vivida em muitas
Um olhar sob milhões de ângulos
Sou tantas
Tantas que nem sei
Tantas que nem pensei
Tantas que não entendo e nem recomendo
Hoje sou uma, amanhã sou duas, ontem fui três
Cada expressão um sentimento
Cada sentimento dura apenas um momento
Me vejo em muitas pessoas
E muitas se vêem em mim
Carrego na alma pedaços de muitos
Sou tantas que mal consigo me ver
Mal consigo me entreter
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